Liderando decisões de UX
Todos os designers da Vitabe na SP-ARTE 2025.
Empresa
Papel
Time
3 designers
and 2 Devs
Duração
Resumo
Problema
Uma empresa em crescimento acelerado sem estrutura de UX, onde design era tratado como camada visual — gerando retrabalho, entregas desalinhadas e ineficiências de experiência corroendo conversão e retenção silenciosamente.
Solução
UX construído do zero através de credibilidade conquistada: começando por um problema real do time, depois formalizando processos, design system e equipe — tudo conectado a resultados de negócio mensuráveis.
Resultados
-57%
Tempo de Execução de Tarefas
-33%
Retrabalho
Case completo
Contexto
Este projeto representa a criação do time de UI/UX do zero na Vitabe, uma empresa de beleza e bem-estar em rápido crescimento, ao longo de três anos. Quando entrei, a empresa tinha cerca de dois anos de operação e estava fortemente focada em vendas e aquisição de clientes, sem processos formais de design aplicados aos seus produtos digitais.
Entrei inicialmente como visual designer, atuando principalmente em materiais de marketing, mídias de tráfego pago e peças impressas. No ambiente digital, não havia processos de UX, pesquisa com usuários ou padrões claros de usabilidade — as interfaces eram criadas a partir de referências visuais e entregues como arquivos estáticos.

Trabalhando em projetos no escritório da Vitabe.
Problema
À medida que a operação crescia, as limitações do modelo existente ficaram evidentes. As equipes trabalhavam em silos, decisões eram tomadas sem dados de comportamento dos usuários e problemas de conversão e de jornada se acumulavam sem uma compreensão clara de causa e efeito.
Do ponto de vista técnico, entregáveis pouco claros geravam interpretações diferentes, retrabalho constante e prazos de entrega mais longos. Do lado do negócio, o foco em aquisição fazia com que ineficiências na experiência se acumulassem silenciosamente, impactando conversão, retenção e rentabilidade.
O desafio era introduzir UI/UX em um ambiente com baixa maturidade de design — sem impor processos pesados, interromper os fluxos de trabalho existentes ou desacelerar a execução, ao mesmo tempo em que demonstrava valor de forma prática e mensurável.
Abordagem
Ponto de entrada
Em vez de propor um processo completo, mudei a forma de entrega em uma demanda específica. Substituí arquivos estáticos por um projeto estruturado em fluxos, componentes e colaboração com o time de desenvolvimento. O resultado imediato foi mais clareza, menos fricção e entregas mais rápidas.
Estruturação
Mesmo sem um cargo formal de liderança, assumi naturalmente a responsabilidade por UI/UX. Estruturei fluxos de handoff mais claros, defini padrões mínimos de entrega e passei a incorporar critérios de usabilidade e de jornada nas decisões de interface.
Criando processos
Um design system compacto, focado em consistência e velocidade. Teste A/B recorrentes com hipóteses documentadas. Uso de heatmaps, session recordings e análise de cliques. Colaboração próxima com o time de performance para priorizar iniciativas com base em conversion rate, AOV, retenção e LTV.
Crescimento do time
O time cresceu de forma incremental: primeiro com a contratação de dois designers, um entry-level e um mid-level, e posteriormente com desenvolvedores front-end integrados diretamente ao time de UX, reduzindo significativamente o tempo entre decisão e execução.
Solução
"Construir credibilidade por meio de impacto real antes de formalizar qualquer estrutura. Resolver primeiro um problema concreto e usar esse resultado para mudar a forma como o design é percebido."
Antes
Interfaces criadas apenas a partir de referências visuais
Entregáveis em arquivos estáticos
Sem processos de UX ou pesquisa com usuários
Times trabalhando com achismos, sem critérios de usabilidade
Design visto apenas como uma camada visual
Depois
Design system com componentes e fluxos definidos
Handoff estruturado com o time de desenvolvimento
A/B tests, heatmaps e pesquisa contínua
UX conectado a métricas de negócio
Design como parte central da estratégia da empresa
Cada decisão considerava o estágio da empresa, evitando complexidade desnecessária e priorizando impacto no curto e médio prazo.
A estratégia foi construir confiança por meio de entregas consistentes antes de formalizar qualquer estrutura.
Resultados
A estruturação da área de UI/UX teve impacto direto na eficiência operacional: redução de 37% no retrabalho e queda de 57% no tempo de execução, impulsionadas por entregáveis mais claros, melhor documentação e maior alinhamento entre os times.
As melhorias contínuas na experiência de compra contribuíram para aumentar a conversão, melhorar a retenção e tornar o investimento em mídias de tráfego pago mais eficiente — ampliando tanto a receita quanto a rentabilidade. Esse conjunto de iniciativas ajudou a posicionar o principal produto da empresa como o colágeno mais vendido do Brasil, em um mercado altamente competitivo.
-57%
Tempo de Execução de Tarefas
-33%
Retrabalho
4 anos
de nenhum UX ao colágeno mais vendido do Brasil
Aprendizados
Construir um time de UX tem menos relação com estruturas formais e mais com gerar confiança, alinhamento e resultados consistentes ao longo do tempo. Processos só agregam valor quando resolvem problemas reais.
UX se fortalece quando está diretamente conectado a métricas de negócio e passa a orientar decisões estratégicas — não apenas entregas visuais.
Liderar em ambientes com baixa maturidade exige forte entendimento de contexto, pragmatismo e foco em impacto real antes de qualquer formalização.

Pós Colaboração com o time de tecnologia.
