Construindo do zero a área de UI UX e conectando decisões de design a crescimento de negócio
Problema
Uma empresa em rápido crescimento escalando sem processos de UX, propriedade clara ou decisões baseadas em dados, causando retrabalho, ineficiência e perdas de conversão ocultas.
Solução
Uma abordagem gradual e pragmática que provou o valor da experiência do usuário por meio da entrega real, melhorando a colaboração, a clareza e a velocidade antes de formalizar a estrutura ou processos.
Resultados
37% de redução na retrabalho
57% mais rápido no tempo de execução
Aumento da conversão, retenção e eficiência da mídia paga
Posicionamento suportado do produto principal como o colágeno mais vendido no Brasil
Time






Função
UI UX Designer
Definição de processos, estruturação de equipes e conexão entre UX e métricas de negócios
Duração
Fev '22 - Dez '25 (≈ 4 anos)
Contexto
Esse projeto representa a construção do departamento de UI UX do zero dentro da Vitabe, uma empresa de beleza e wellness em forte crescimento, ao longo de três anos. Quando iniciei esse trabalho, a empresa tinha cerca de dois anos de operação, com foco quase exclusivo em vendas e aquisição de novos clientes, e nenhum processo formal de design aplicado aos produtos digitais.
Entrei inicialmente como designer visual, atuando em demandas de marketing, mídia paga e materiais impressos. No ambiente digital, não existia processo de UX, pesquisa com usuários ou critérios claros de usabilidade. As interfaces eram criadas a partir de referências visuais e entregues em arquivos estáticos, o que gerava ruído, retrabalho e baixa eficiência operacional.
Ao longo do tempo, assumi a responsabilidade de estruturar a prática de UI UX, conectar design a métricas de negócio e criar uma ponte real entre tecnologia, performance e produto. Esse movimento aconteceu de forma gradual, respeitando o estágio de maturidade da empresa e suas prioridades estratégicas.
Problema
Com o crescimento da operação, os limites do modelo existente ficaram evidentes. Times trabalhavam de forma isolada, decisões eram tomadas sem dados de comportamento e problemas de conversão e jornada se acumulavam sem uma visão clara de causa e efeito.
Do ponto de vista do time técnico, a falta de clareza nos entregáveis gerava interpretações diferentes, retrabalho constante e aumento do tempo de execução. Do lado do negócio, o foco continuava sendo aquisição, enquanto ineficiências na experiência de compra impactavam diretamente conversão, retenção e rentabilidade.
O desafio era introduzir UI UX em um ambiente de baixa maturidade em design, sem impor processos pesados, sem quebrar fluxos existentes e, principalmente, provando valor de forma prática e mensurável.
Solução
A solução não começou com um grande framework, mas com uma decisão estratégica simples. Resolver um problema real do time e usar isso como porta de entrada para mudar a percepção sobre design.
Em uma demanda específica de criação de página, optei por mudar a forma de entrega. Em vez de arquivos estáticos, desenvolvi o projeto em uma ferramenta focada em fluxos, componentes e colaboração com desenvolvimento. Isso trouxe mais clareza, reduziu ruído e melhorou a velocidade de entrega imediatamente.
A partir desse ponto, UI UX passou a ser visto como um facilitador de eficiência e resultado, não apenas como uma camada estética. A estratégia foi construir credibilidade através de impacto real antes de formalizar qualquer estrutura.
Processo
Mesmo sem um cargo formal de liderança no início, assumi a condução da prática de UI UX de forma natural e prática. Estruturei fluxos de handoff com desenvolvimento, defini padrões mínimos de entrega e introduzi critérios de usabilidade e jornada nas decisões de interface.
Com o crescimento da demanda, a área evoluiu gradualmente. Primeiro com apoio de outro designer, depois com a entrada de um profissional focado em growth e, por fim, com desenvolvedores alocados junto ao time de UX. Esse movimento reduziu drasticamente o tempo entre decisão e execução.
Os processos foram construídos de forma incremental. Design system enxuto focado em consistência e velocidade. Rotina de testes A B com hipóteses documentadas. Uso de heatmaps, gravações de sessão e análise de cliques para apoiar decisões. Parceria direta com o time de performance para priorização baseada em métricas como conversão, ticket médio, retenção e LTV.
Cada decisão considerava o estágio da empresa, evitando complexidade desnecessária e focando em impacto de curto e médio prazo.
Resultados
A estruturação da área de UI UX gerou impacto direto em eficiência e resultado. Houve uma redução de 37% em retrabalho e uma diminuição de 57% no tempo de execução, impulsionada por entregáveis mais claros, melhor documentação e alinhamento entre times.
A melhoria contínua da experiência de compra contribuiu para o aumento de conversão, retenção e eficiência dos investimentos em mídia paga, ampliando receita e rentabilidade.
Esse conjunto de iniciativas ajudou a posicionar o principal produto da empresa como o colágeno mais vendido do Brasil, em um cenário altamente competitivo.
-57%
Tempo de execução de tarefas
-33%
Retrabalho
Aprendizados
Liderar UX em ambientes de baixa maturidade exige leitura de contexto, pragmatismo e foco em impacto real. Processos só fazem sentido quando resolvem problemas existentes.
UX ganha força quando se conecta diretamente a métricas de negócio e passa a orientar decisões estratégicas, não apenas layouts.
Construir uma área é menos sobre estrutura formal e mais sobre criar confiança, alinhamento e resultados consistentes ao longo do tempo.





